A utilização de tecnologias no âmbito das Energias Limpas, ou seja eficiência energética e energias renováveis tem crescido enormemente nas últimas décadas.
Tecnologias, consideradas no passado como exóticas, estão agora disponíveis no mercado, representando alternativas economicamente viáveis aos sistemas baseados na utilização de combustíveis fósseis com todos os problemas associados, nomeadamente no que concerne à emissão de gases com efeito de estufa.

CE quer plano único europeu licenças emissão CO2 a partir 2013

A Comissão Europeia apresenta quarta-feira um pacote legislativo que inclui para a criação de um único plano europeu de atribuição de licenças de emissão de gases poluentes, em vez de 27 nacionais, a partir de 2013.
A proposta de Bruxelas, a que a Agência Lusa teve acesso, prevê a redução em 20 por cento das emissões de gases com efeito de estufa até 2020, em relação a 1990, e de 14 por cento em relação a 2005, ano em que o CELE entrou em vigor.
O esforço de redução destes 14 por cento será distribuído em dois grandes blocos, um dos quais o dos sectores abrangidos pelo Comércio Europeu de Licenças de Emissão (CELE) - como o da energia eléctrica, aço, papel, cimento, químicos e outras grandes indústrias - que terá que reduzir, a partir de 01 de Janeiro de 2013, 21 por cento (em relação a 2005) as suas emissões de gases com efeito de estufa, principalmente o dióxido de carbono, mas abrangendo também poluentes emitidos por fertilizantes, como o óxido nitroso, e pela indústria do alumínio, como os perfluorcarbonos.
O sector da produção de electricidade e as refinarias deixarão de ter, a partir de 2013, licenças de emissão gratuitas, tendo que as adquirir no mercado, medida que deverá ter um impacto entre 10 e 15 por cento nos custos de produção, segundo fonte comunitária.
Os restantes sectores incluídos no CELE verão as suas licenças gratuitas progressivamente reduzidas até 2020, quando deixarão de existir.
Bruxelas estipula ainda que 20 por cento das receitas dos leilões serão atribuídas à luta contra as alterações climáticas, a promoção de energias renováveis e a mitigação de impactos sociais.
O outro grande bloco é constituído pelos sectores excluídos do CELE - como os dos transportes - que terão que cortar as emissões em 10 por cento (em relação a 2005), sendo que, neste caso, o esforço será distribuído pelos 27 num intervalo que varia entre os 20 por cento de corte e outro tanto de aumento, segundo cálculos que serão baseados no produto interno bruto (PIB) per capita de cada Estado-membro.
A distribuição deste esforço por país só será conhecida na quarta-feira.
O pacote legislativo a apresentar abrange ainda a dinamização das fontes renováveis - , que deverão representar 20 por cento da energia produzida na UE, sendo essa percentagem de 11,5 em relação a 2005.
A meta traçada pela Comissão Europeia para Portugal no âmbito das renováveis, segundo revelou na semana passada o ministro da Economia, Manuel Pinho, é de 31 por cento.
Há um ano, o primeiro-ministro, José Sócrates, assumiu perante a Assembleia da República o compromisso de produzir 45 por cento da energia a partir de fontes renováveis até 2010.
O pacote legislativo inclui ainda a aposta no chamado «carvão limpo» (com captura e armazenamento de carbono) e inclui a energia nuclear, ainda que indirectamente, no cabaz das renováveis, uma vez que não produz CO2.
O armazenamento de carbono é uma solução que reduz a necessidade de compra de licenças de emissão de gases poluentes em leilão, dado que o CO2 produzido não é libertado para a atmosfera.
O esforço para combater as alterações climáticas implica ainda o uso de 10 por cento de biocombustíveis no sector dos transportes, desde que a produção seja sustentável, nomeadamente nos de segunda geração, sintetizados a partir de resíduos florestais, por exemplo.

Fonte: Diário Digital / Lusa

As últimas NOTÍCIAS sobre Energia Renovável