A utilização de tecnologias no âmbito das Energias Limpas, ou seja eficiência energética e energias renováveis tem crescido enormemente nas últimas décadas.
Tecnologias, consideradas no passado como exóticas, estão agora disponíveis no mercado, representando alternativas economicamente viáveis aos sistemas baseados na utilização de combustíveis fósseis com todos os problemas associados, nomeadamente no que concerne à emissão de gases com efeito de estufa.

Poluir menos vai custar 60 mil milhões de euros até 2020

O preço a pagar para ter uma Europa menos poluída é de 60 mil milhões de euros. Os números são de Durão Barroso, tendo em conta o plano, que a Comissão Europeia apresenta, esta quarta-feira, para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa. O objectivo é reduzir as emissões em 20%, até 2020, face aos valores de 1990.Para tal, a Comissão Europeia conta com o esforço da indústria. Os sectores considerados mais poluentes, como a siderurgia ou a petroquímica, serão obrigados a pagar para terem uma autorização de poluir.
Segundo dados de 2005, a indústria europeia emite mais de dois mil milhões de toneladas de dióxido de carbono, por ano. Bruxelas quer uma redução de 21% até 2020. Os países mais atingidos serão a Alemanha, o Reino Unido, a Itália e a Polónia. O plano de Bruxelas não agrada aos países mais ricos e, consequentemente mais poluidores, que receiam as deslocalizações.
Mas nem só de reduções de poluição vive o plano de Bruxelas. A Comissão aposta também na produção de energias renováveis, como a eólica, a solar, a da biomassa e geotérmica.Certos países, como a França, lamentam que Bruxelas não considere o nuclear como uma energia renovável. A Comissão admite, contudo, que ele pode contribuir para os objectivos de redução do CO2.
Actualmente, as energias renováveis respondem apenas por 8,5% do consumo energético europeu. Em 2020, elas deverão representar 20 por cento.
O outro capítulo do plano de Bruxelas diz respeito aos biocombustíveis. A Comissão quer que, em 2020, eles representem 10% dos combustíveis usados nos transportes da União Europeia.

Fonte: euronews

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