A utilização de tecnologias no âmbito das Energias Limpas, ou seja eficiência energética e energias renováveis tem crescido enormemente nas últimas décadas.
Tecnologias, consideradas no passado como exóticas, estão agora disponíveis no mercado, representando alternativas economicamente viáveis aos sistemas baseados na utilização de combustíveis fósseis com todos os problemas associados, nomeadamente no que concerne à emissão de gases com efeito de estufa.

Portugal reforça aposta nas energias renováveis

O peso da energia verde vai ser de 31% em 2020, o quarto valor mais alto da Europa.
Vem aí uma nova revolução verde.
Bruxelas quer que os 27 Estados-membros reforcem a aposta nas energias renováveis. E Portugal não será excepção, apesar do forte investimento levado a cabo na área das eólicas. Terá assim que saltar, em 2020, de um objectivo de 20,5% para 31%. Um esforço que o colocará “entre os cinco países comunitários como metas mais ambiciosas de penetração de energias renováveis”, assegura o ministro da Economia. Manuel Pinho não tem dúvidas sobre a viabilidade deste objectivo. Assegura que “só o plano para a construção das 10 novas barragens será suficiente para o cumprir”.
Manuel Pinho garante que fez o trabalho de casa. Em Dezembro passado, em vésperas do encerramento da presidência portuguesa da União Europeia, conseguiu que o comissário europeu da Energia, Andris Piebalgs, contabilizasse as futuras barragens neste pacote. E, mais centrais hidroeléctricas são sinónimo de mais parques eólicos, lembra Manuel Pinho.
A razão do optimismo é simples. Espanha, por exemplo, terá que passar de uma meta de 8,7% para 20% de energias renováveis. Mas já tem cerca de 80% do potencial hídrico aproveitado. Portugal fica-se actualmente pelos 40%, um valor que lhe confere espaço para crescer.
Na expectativa do Executivo de Lisboa está ainda o futuro mercado dos certificados de renováveis. Um mecanismo semelhante ao que já existe hoje para o CO2 e que poderá representar uma nova fonte de receitas adicional para Portugal, garante a mesma fonte. Na prática, significa que Portugal poderá vender o excesso de certificados aos Estados-membros deficitários. Mas que também se poderá tornar um pesadelo se, por qualquer motivo não se conseguir implantar em tempo útil o projecto das barragens.
A proposta de directiva das energias renováveis será debatida no colégio de comissários que terá lugar na próxima quarta-feira. Só depois entrará em consulta pública entre os Estados-membros para se tentar chegar a um consenso que, desde já, não se adivinha fácil.
Mas o que muda então?
Para começar, a metodologia usada. Ou seja, Bruxelas obriga, no caso de Portugal, a calcular os 20,5%, que servem de referência, com base na parcela de renováveis existente no consumo final de energia em 2005. Esta foi de 18,6 milhões de toneladas equivalentes de petróleo, segundo dados do Eurostat. E soma-lhe então mais 10,5%. Um número que vem de um bolo que será distribuído por todos os países europeus, mais uma percentagem que terá em consideração o Produto Interno Bruto per capita de cada Estado-membro.
A fórmula é aparentemente confusa, mas o segredo está no conceito usado. Muito mais lato do que tem sido utilizado até agora. Isto porque o consumo final de energia inclui todo o tipo de electricidade, incluindo a de origem renovável, mais os combustíveis rodoviários, a energia gasta em processos de aquecimento/arrefecimento, bem como na combustão e calor industrial. Muito diferente do conceito usado em Portugal.
O Governo de José Sócrates, já tinha durante o último ano, subido a fasquia das renováveis para 2020. Mas aqui, a referência era outra. A passagem da meta de 39% para 45%, assentava exclusivamente na electricidade produzida a partir de fontes renováveis. E é aqui que reside a diferença.
Metas dos biocombustíveis antecipadas para 2010
Portugal quis dar o exemplo e antecipou-se às metas de Bruxelas para os biocombustíveis. A Comissão Europeia exige que cada Estado incorpore 10% de combustíveis verdes no sector dos transportes até ao final de 2020. Mas o Governo de Sócrates fixou esse objectivo já para 2010. O valor inicial, para o mesmo período, era de 5,75%. Esta meta só será alcançada com mais investimento. O esforço financeiro levado a cabo no mercado português ascende já a quase 700 milhões de euros. Da lista de actuais produtores constam a Torrejana e a Iberol. Cada uma com 100 mil toneladas. A mesma quantidade que poderá sair das unidades da Biovegetal, da Prio Biofuels, afecta ao grupo Martifer, e da Tagol. Mas há mais na forja. É o caso da Enerful (Enersis), da Greencyber ou a Ethagal. Certo é que este ano, as refinarias portuguesas, nas mãos da Galp, deverão incorporar até 5%

Fonte: DiarioEconomico.com

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