A utilização de tecnologias no âmbito das Energias Limpas, ou seja eficiência energética e energias renováveis tem crescido enormemente nas últimas décadas.
Tecnologias, consideradas no passado como exóticas, estão agora disponíveis no mercado, representando alternativas economicamente viáveis aos sistemas baseados na utilização de combustíveis fósseis com todos os problemas associados, nomeadamente no que concerne à emissão de gases com efeito de estufa.

Energia produzida a partir de dejetos ganhará a rede

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deverá autorizar em breve a venda da energia, que é produzida por pequenas unidades geradoras, para distribuidoras de energia, por meio do projeto de geração distribuída. O anúncio foi feito, essa semana, pelo diretor brasileiro da Itaipu Binacional, Jorge Samek, durante o Fórum Global de Energias Renováveis, em Foz do Iguaçu.
“Falta só assinar, só a parte burocrática”, contou Samek. Segundo ele, a garantia foi dada pelo presidente da Aneel, Jerson Kelman, que teria demonstrado simpatia pelo projeto. “Até hoje, o produtor podia se auto-abastecer, mas não podia jogar o excedente para a rede. Agora, todo mundo pode investir, porque sabe que tem a compra da sua energia produzida assegurada”, explica Samek
O projeto de geração distribuída foi desenvolvido pela Itaipu Binacional, em parceria com a Companhia Paranaense de Energia, e prevê a produção de energia por meio de pequenas unidades geradoras, baseadas em fontes renováveis, como dejetos de animais e biomassa residual da atividade agropecuária.
Dados preliminares do Balanço Energético Nacional de 2007, divulgados recentemente pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), indicam que a demanda do país por todas as formas de energia cresceu 5,9% em 2007, expansão 0,5 ponto percentual acima do crescimento do Produto Interno Bruto, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
A demanda por energia primária atingiu 239,4 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (TEP). Segundo a EPE, mais de 70% do aumento foi atendido por fontes alternativas de energia, sendo que mais de 40% pela cana-de-açúcar.
Cana - Setor será importante alternativa
O maior crescimento dentre todas as fontes, na comparação entre 2007 e 2006, ficou com os produtos da cana-de-açúcar, cuja oferta cresceu 17,1%, refletindo a expansão do consumo de etanol e o uso cada vez mais intenso do bagaço para geração de energia elétrica, segundo a EPE. Para o presidente da empresa, Maurício Tolmasquim, o setor canavieiro vem ganhando, a cada ano, uma dinâmica que o transformará em uma importante alternativa para a expansão do consumo de energia no país.
“Pela dinâmica que o setor de etanol ganhou no Brasil, pelas perspectivas da produção da bioeletricidade (eletricidade gerada a partir do bagaço, da palha da cana) nos próximos anos, será cada vez maior esta participação da cana-de-açúcar na nossa matriz”.Os dados da EPE indicam que o consumo final de combustíveis líquidos avançou 7,3% na relação 2006/2007; e o consumo final de energia elétrica, 5,8%.

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