A utilização de tecnologias no âmbito das Energias Limpas, ou seja eficiência energética e energias renováveis tem crescido enormemente nas últimas décadas.
Tecnologias, consideradas no passado como exóticas, estão agora disponíveis no mercado, representando alternativas economicamente viáveis aos sistemas baseados na utilização de combustíveis fósseis com todos os problemas associados, nomeadamente no que concerne à emissão de gases com efeito de estufa.

No Nordeste, potencial eólico é desperdiçado

Com uma previsão de aproveitamento de apenas 2% do potencial eólico da Região Nordeste em 2030, feita pelo Plano Nacional de Energia, secretários de Infra-estrutura dos Estados nordestinos voltaram a se reunir, desta vez em Salvador, para assegurar a reversão desse quadro, no Fórum Nacional de Secretários para Assuntos Energéticos, que reuniu representantes de 26 Estados brasileiros, incluindo os nove do Nordeste. A Bahia, que já tem licença para a implantação de quatro parques eólicos e detém 10% da capacidade nacional em energias limpas, ainda não se coloca de forma competitiva nesse mercado. “Faltam leilões exclusivos para a produção dessa energia”, disse o secretário de Infra-estrutura do Estado da Bahia, Antônio Carlos Batista Neves.
Segundo o secretário, os Estados nordestinos têm que se posicionar, assegurando um tratamento adequado para a inserção da energia eólica na matriz energética nacional. “Temos uma demanda crescente que não pode ser atendida com uma energia não-poluente, à base de ventos, porque não há investimento nesse sentido”, disse. Apesar da outorga para implantação de parques de energia eólica, pela Aneel, em Caetité (192 megawatts – MW), Conde (59,5 MW), Mucuri (99,5 MW) e Jandaíra (30,6 MW), os empresários só irão investir se for garantida a venda de energia, através dos leilões.“Atualmente, os equipamentos são caros e a energia eólica custa 25% mais que outras alternativas energéticas. Abertura de mercado e a livre concorrência mudariam esse quadro”, destacou Neves, que, com outros secretários nordestinos, pretende pressionar o Ministério de Minas e Energia no sentido de viabilizar esse mercado. A energia eólica iria, segundo Neves, compensar a queda na produção de energia elétrica. “Quando a Barragem de Sobradinho apresenta um nível baixo, é quando mais há ventos”, exemplificou.
Segundo dados da Eletrobrás, a energia eólica é a fonte alternativa que mais cresce no mundo, cerca de 25% ao ano na última década, mas ainda é pouco explorada no Brasil, atingindo apenas 0,3% de participação na matriz energética nacional, 237 (MW) de capacidade instalada, podendo produzir 30 mil MW. Metade desse potencial estaria na Região Nordeste.
Fonte: Rita Conrado, do A Tarde

As últimas NOTÍCIAS sobre Energia Renovável