A utilização de tecnologias no âmbito das Energias Limpas, ou seja eficiência energética e energias renováveis tem crescido enormemente nas últimas décadas.
Tecnologias, consideradas no passado como exóticas, estão agora disponíveis no mercado, representando alternativas economicamente viáveis aos sistemas baseados na utilização de combustíveis fósseis com todos os problemas associados, nomeadamente no que concerne à emissão de gases com efeito de estufa.

UTILIZAÇÃO DE CEREAIS PARA PRODUZIR BIOCARBURANTES É UM CRIME CONTRA A HUMANIDADE

FOME QUE NÃO DÁ EM FARTURA
A contestação mundial ao uso de cereais para o fabrico de biocarburantes está ao rubro. Mas Portugal já marca posição na busca de soluções.


Há um ano alguns técnicos das Nações Unidas estimavam que a disputa de cereais entre os cerca de 800 milhões de motoristas dos países desenvolvidos, que não dispensam o conforto da sua mobilidade, e os 2.000 milhões de pobres que lutam simplesmente pela sobrevivência, poderia assumir proporções épicas.
Houve logo quem se apressasse a apelidar aquelas previsões de catastrofistas e desproporcionadas.
Ora, 12 meses passados, a luta pela procura de alimentos já começou a fazer cair governos (caso do Haiti) e em países como o Paquistão ou a Tailândia os exércitos montam perímetros de segurança em torno das propriedades agrícolas para evitar o saque das matérias-primas alimentares.
Nos Estados Unidos já se raciona a venda de arroz (quatro embalagens por pessoa) e a Europa viu pela primeira vez os seus stocks de cereais reduzidos a zero, o que já não acontecia desde a segunda guerra mundial.
O relator da ONU para as questões alimentares, Jean Ziegler, diz que a utilização de cereais para a produção de biocarburantes é um crime contra a humanidade.
Mas como os Estados Unidos e a União Europeia já reiteraram a intenção de não abandonar as suas politicas para os biocarburantes, a busca de soluções impõe-se. Uma delas é a promoção de culturas energéticas não alimentares e, neste domínio, Portugal está a dar um exemplo e toda a Europa. Só lhe falta ganhar dimensão.

As últimas NOTÍCIAS sobre Energia Renovável