A utilização de tecnologias no âmbito das Energias Limpas, ou seja eficiência energética e energias renováveis tem crescido enormemente nas últimas décadas.
Tecnologias, consideradas no passado como exóticas, estão agora disponíveis no mercado, representando alternativas economicamente viáveis aos sistemas baseados na utilização de combustíveis fósseis com todos os problemas associados, nomeadamente no que concerne à emissão de gases com efeito de estufa.

Câmara de Moura co-financia instalação de painéis solares no concelho

Os habitantes, empresas e instituições de Moura interessados em instalar painéis solares para produzir energia em casa ou edifícios terão ajuda financeira do município, através do fundo conseguido com a instalação da maior central solar do mundo no concelho.
Os habitantes, empresas e instituições de Moura interessados em instalar painéis solares para produzir energia em casa ou edifícios terão ajuda financeira do município, através do fundo conseguido com a instalação da maior central solar do mundo no concelho.
A Câmara Municipal de Moura dispõe de 900 mil euros para co-financiar, em 70 por cento e sem juros, os investimentos que queiram instalar painéis solares térmicos e fotovoltaicos para produzir energia de microgeração, explicou hoje à agência Lusa o presidente do município, José Maria Pós-de-Mina.

A microgeração consiste num novo regime de microprodução que permite aos consumidores produzir electricidade a partir das suas casas ou de edifícios, através de micro sistemas tecnológicos de energias renováveis, como a solar térmica, solar fotovoltaica e eólica.
O consumidor produtor, além de produzir energia para consumo próprio, pode vender o excedente da sua produção à rede eléctrica pública por uma tarifa de referência por Kilowatt (kWh) produzido e até aos limites fixados para cada fonte de energia renovável.

A ajuda financeira do município de Moura, frisou o autarca, "aplica-se apenas à instalação de sistemas de microgeração solar térmica e fotovoltaica", como painéis solares térmicos (que captam a energia do sol e permitem aquecer água para usos sanitários ou climatização) e painéis solares fotovoltaicos (que convertem a energia da luz do sol em electricidade).
Os microprodutores, salientou José Maria Pós-de-Mina, "poderão ter, em apenas cinco anos, o retorno do investimento inicial" aplicado na aquisição e instalação dos equipamentos, que têm um período de vida útil superior a 25 anos.
Os interessados, explicou, vão poder pedir informações sobre o processo e candidatar-se ao apoio financeiro da câmara a partir de segunda-feira, na empresa municipal Lógica, criada para gerir parte do fundo social atribuído à autarquia com a instalação da maior central solar do mundo na Amareleja, no concelho de Moura.

A empresa espanhola de energias renováveis Acciona disponibilizou um fundo social de 3,5 milhões de euros para a Câmara de Moura em 2006, quando adquiriu a totalidade do capital social da Amper, a empresa criada pelo município para construir a Central Solar Fotovoltaica de Amareleja.
Parte do fundo, 500 mil euros, destina-se à construção de uma piscina na Amareleja, sendo os restantes três milhões para projectos de energias renováveis.
Ou seja, 900 mil euros para co-financiar as candidaturas à microgeração solar térmica e fotovoltaica no concelho e 2,1 milhões de euros para a Lógica construir e gerir o Tecnopólo de Moura, dedicado à investigação e criação de empresas do sector das energias renováveis.

Com uma capacidade instalada de 46,41 megawatts (MW) e 35 MW de potência de injecção na rede, a central está a ser construída num terreno de 250 hectares, perto de Amareleja, considerada a "terra mais quente de Portugal", devido aos recordes de temperatura máxima no Verão.

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