A utilização de tecnologias no âmbito das Energias Limpas, ou seja eficiência energética e energias renováveis tem crescido enormemente nas últimas décadas.
Tecnologias, consideradas no passado como exóticas, estão agora disponíveis no mercado, representando alternativas economicamente viáveis aos sistemas baseados na utilização de combustíveis fósseis com todos os problemas associados, nomeadamente no que concerne à emissão de gases com efeito de estufa.

CÂMARA DE LISBOA INVESTE EM PAINÉIS SOLARES E JÁ VENDE ENERGIA

Município tem 31 pontos de microgeração em prédios de habitação social, creches e escolas.
A Câmara de Lisboa já investiu 700 mil euros na criação de sistemas de microgeração em 23 edifícios e em oito estabelecimentos de ensino.
Em poucos anos, a venda de energia pode render ao município 155 mil euros por ano.


Apenas uma das oito escolas, a nº 117, no Bairro da Flamenga, já vende energia desde o final do mês de Outubro, mas a ideia é certificar os painéis que existem e ligá-los à rede, para que possam também render dinheiro. Isto no imediato, uma vez que o objectivo é alargar o projecto.
A microgeração em Lisboa é a resposta ao incentivo criado pelo Governo à microprodução de energia por particulares. A autarquia escolheu oito escolas, abrangendo 2904 pessoas (entre alunos, professores e auxiliares), 22 edifícios habitacionais (que totalizam 494 fracções e 1729 moradores) e o edifício-sede da Gebalis, empresa municipal que gere os bairros sociais e que tem também instalado um equipamento solar-térmico que alimenta todas as seis casas-de-banho do edifício.
António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, espera ter o retorno do investimento feito até agora (500 mil euros nos edifícios e 200 mil nas escolas) dentro de oito a dez anos. E pretende, nos próximos dois anos, estender o projecto a mais 23 escolas da cidade. "É um contributo muito importante para uma maior eficiência energética", frisou ontem o autarca, durante a apresentação dos projectos em curso na área da microgeração de energia eléctrica e de aproveitamento das energias renováveis na cidade de Lisboa. "As energias renováveis serão as questões centrais deste século", acrescentou.
Na sua óptica, a redução das emissões poluentes passa por um grande investimento em eficiência energética, redução do tráfego automóvel, uso do transporte público, além do investimento em microgeração. "A Câmara e as empresas têm que estar na primeira linha a dar o exemplo", defendeu.
De acordo com Luís Natal Marques, presidente da Gebalis, a empresa municipal gastou, em 2007, mais de um milhão de euros em electricidade, gasto que se prendeu apenas com os espaços comuns dos bairros municipais. Por isso, sublinhou que a instalação dos painéis solares será fundamental para reduzir a factura com a EDP, vendendo energia e fazendo um encontro de contas.
Se as condições climatéricas ajudarem, a microgeração nos edifícios poderá render, por ano, cerca de 80 mil euros. As oito escolas, poderão render, por sua vez, 26 mil euros, assegurou o responsável da Gebalis. Quando o projecto se estender a mais 23 escolas, os ganhos anuais poderão subir até aos 75 mil euros.
Segundo Luís Natal Marques, o projecto de microgeração em curso tem benefícios sociais, económicos e ambientais. Explicou que a produção média estimada de energia por ano, por instalação, é de 5110 kwh/ano, acrescentando que evita a emissão anual de cerca de duas toneladas de CO2 por ano, por sistema instalado.
Para as escolas, foram tidos como critérios de escolha as características adequadas de construção e arquitectura, avaliação de possibilidades de correcta orientação solar e as condições de segurança. Critérios idênticos foram utilizados para a selecção dos edifícios, a que se juntou ainda um outro requisito: não ter registo de actos de vandalismo.

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