A utilização de tecnologias no âmbito das Energias Limpas, ou seja eficiência energética e energias renováveis tem crescido enormemente nas últimas décadas.
Tecnologias, consideradas no passado como exóticas, estão agora disponíveis no mercado, representando alternativas economicamente viáveis aos sistemas baseados na utilização de combustíveis fósseis com todos os problemas associados, nomeadamente no que concerne à emissão de gases com efeito de estufa.

Dejetos de aves geram energia e rendem créditos de carbono para cooperativa

Com apoio da Itaipu Binacional, a Cooperativa Agroindustrial Lar, de Medianeira (Oeste do Paraná), passará a produzir energia elétrica a partir do dejeto de aves da sua unidade industrial localizada em Matelândia. Além disso, como reduzirá a emissão de gases na atmosfera, será compensada com créditos de carbono.

O projeto, inédito no Brasil, foi desenvolvido pela cooperativa em conjunto com a empresa espanhola ZeroEmissions, do grupo Abengoa. O presidente da cooperativa, Irineu da Costa Rodrigues, um representante do grupo Abengoa, Javier Sanchez, e o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Jorge Samek, apresentaram o projeto, nesta quinta-feira, a produtores rurais da região.
A cooperativa investiu R$ 4 milhões no projeto, que rendará 20 mil créditos de carbono ao ano, ou seja, deixarão de ser emitidas para a atmosfera 20 mil toneladas anuais de CO2. A comercialização desses créditos irá gerar uma renda variável, que depende de cotação em bolsa, mas que deverá ser superior a 120 mil euros por ano. Esse comércio foi instituído pelo Protocolo de Kyoto e permite a países desenvolvidos, com metas apertadas de redução de emissões de gases estufa, adquirir créditos de países em desenvolvimento, através do chamado Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL).
Primeiramente, os efluentes da unidade industrial da Lar passam por um conjunto de peneiras e por um sistema de flotação. A matéria orgânica retirada nesses passos é utilizada como matéria-prima para ração. O restante do material líquido vai para os biodigestores, onde produzem o gás metano usado para a produção de energia. Os efluentes prosseguem para um conjunto de lagoas onde a água é retirada para reuso industrial e para irrigação. “Acreditamos que esse tipo de projeto vai crescer cada vez mais no Brasil por causa da preocupação ambiental”, afirmou Irineu Rodrigues, da Lar.

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