A utilização de tecnologias no âmbito das Energias Limpas, ou seja eficiência energética e energias renováveis tem crescido enormemente nas últimas décadas.
Tecnologias, consideradas no passado como exóticas, estão agora disponíveis no mercado, representando alternativas economicamente viáveis aos sistemas baseados na utilização de combustíveis fósseis com todos os problemas associados, nomeadamente no que concerne à emissão de gases com efeito de estufa.

AIE elogia trabalho de Portugal nas energias renováveis

O director geral da Agência Internacional da Energia (AIE), Nobuo Tanaka, elogiou hoje o trabalho feito por Portugal ao nível das energias renováveis, lembrando ainda que “este país está a dar um bom exemplo ao empenhar-se num mercado ibérico de energia”.
“Valorizamos os esforços feitos por Portugal”, disse o responsável da AIE numa conferência em Lisboa, destacando que Portugal tem na Europa a quinta meta mais ambiciosa de incorporação das renováveis no sector energético no plano para 2020.
Nobuo Tanaka participou numa conferência promovida pelo Ministério da Economia e Inovação. O ministro da Economia, Manuel Pinho, afirmou, após a intervenção do director da AIE, que “Portugal fica muito bem na fotografia e deve ser um motivo de orgulho que Portugal seja um caso a apresentar na próxima reunião da AIE”. O responsável da AIE lembrou a necessidade de investimento global nas energias renováveis (8,5 biliões de dólares até 2030), defendendo que isso deve ser visto como uma oportunidade de relançamento económico.
Manuel Pinho considera que Portugal saiu a ganhar por se ter antecipado na aposta nas renováveis. “Devemos dar graças a Deus por termos lançado estes projectos em 2005 e 2006. Tenho muitas dúvidas de que os investidores estivessem disponíveis se os projectos fossem lançados agora”, disse o ministro da Economia.
António Mexia, presidente da EDP, mostrou-se tranquilo em relação à liquidez no investimento em renováveis. “A evolução do mercado de crédito nos últimos meses tem mostrado que vai no sentido de uma normalização. Tem havido mais liquidez”, salientou António Mexia, acrescentando que a crise financeira de 2007 e 2008 permitiu que hoje haja “uma maior diferenciação entre o bom e o mau risco”.

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