A utilização de tecnologias no âmbito das Energias Limpas, ou seja eficiência energética e energias renováveis tem crescido enormemente nas últimas décadas.
Tecnologias, consideradas no passado como exóticas, estão agora disponíveis no mercado, representando alternativas economicamente viáveis aos sistemas baseados na utilização de combustíveis fósseis com todos os problemas associados, nomeadamente no que concerne à emissão de gases com efeito de estufa.

Conheça Växjö… a cidade mais verde da Europa

Na semana em que se assinala o Dia Mundial do Ambiente, viajamos até àquela que é considerada a cidade mais verde da Europa, onde os recursos florestais são o ponto de partida para um projecto ambiental ambicioso.

Há um país onde as florestas não são notícia por causa dos incêndios, mas porque são usadas para produzir energia eléctrica e aquecimento para as casas. E onde os restos do jantar que vão para o lixo são aproveitados para fazer andar o autocarro que se apanha no dia seguinte para o trabalho.
Växjö, na Suécia, foi considerada a “cidade mais verde da Europa” e é apenas um dos exemplos num país que leva a defesa ambiental muito a sério. O governo sueco comprometeu-se a reduzir em 30 por cento as emissões de gases com efeito de estufa até 2020. São mais 10 por cento do que a meta indicativa definida pela União Europeia.
Exemplo desse esforço é a própria capital do país, Estocolmo. A cidade tem há vários anos uma estratégia de promoção de veículos amigos do ambiente, e é líder na Europa a este nível. Neste momento, para se tirar uma nova licença de táxi em Estocolmo, o carro tem de ser um “veículo limpo”. O objectivo é que, já no próximo ano, toda a frota de veículos municipais seja constituída este tipo de carros.
Para facilitar esse objectivo, a câmara municipal promoveu nos últimos anos a construção de dezenas de estação de abastecimento de energias limpas para abastecer os carros, seja biogás, bioetanol ou electricidade. Estocolmo tem ainda projectos de cooperação com outras cidades europeias, entre elas a cidade do Porto.
Em entrevista à Renascença, o presidente da Câmara, Bo Frank, lembra que nos anos 70, “os lagos estavam muito poluídos, e tivemos de avançar com um plano de recuperação das águas” e que, depois, perceberam que “o facto de estarmos rodeados de floresta poderia trazer muitas vantagens”. Por isso, a partir dos anos 80 começaram a usar a biomassa florestal para a produção de energia.“Neste momento nós transformamos os resíduos florestais tanto para a produção de energia eléctrica, como para aquecimento das casas. Complementando com outras fontes de energia renováveis, como eólica ou solar, neste momento mais de 50 por cento da energia que a cidade consome vem de fontes renováveis”, explica.
Os dados ajudam: “Desde então, conseguimos reduzir as emissões de CO2 em 33 por cento, o que é muito bom. Em média, cada habitante de Vaxjo consome menos de 3 toneladas de CO2/per capita. A média da Europa é cerca de 10 toneladas”.
Questionado sobre que conselhos daria a Portugal e às cidades portuguesas, Bo Frank deixa um aviso: “Vocês têm muito potencial ao nível das energias renováveis. Podem, por exemplo, construir mais parques eólicos. Mas também aproveitar este sol magnífico, e usar mais painéis solares! Ah, claro, e devem promover mais os transportes públicos de qualidade. Há muitas coisas a fazer!”.

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